Confesso que é estranho não sentir a sua falta. Não com a mesma intensidade de sempre, pelo menos. Certo dia do finalzinho de 2017 decidi não mais te procurar. Resolvi não desejar Feliz Natal como sempre fiz nos últimos quase 12 anos. Também não escrevi um textinho dizendo o quanto queria que seu 2018 fosse incrível nem te procurei depois para saber se estava tudo bem com você. E sabe o que é mais estranho? Hoje, passando pelo facebook e vendo uma postagem sua, que me dei conta que te deixei no passado… Parei por uns momentos ali, para ver se eu teria vontade de chorar, mas não. Também nem sei se ainda tenho seu número no celular, porque não mais abri sua conversa com vontade de mandar um oi (e de fato mandar, né… você sabe que nunca consegui controlar quando eu realmente queria falar com você). E estou escrevendo esse texto não como um “adeus” como já fiz antes e muito menos para provar alguma coisa. Na verdade, escrevo sem saber do dia de amanhã… Sem saber se hora ou outra você vai aparecer e eu vou te acolher como sempre fiz… Sem saber se em um dia de crise de existencial eu realmente vou ligar para outra pessoa e não para você… Única coisa que sei é que, hoje, me sinto bem em não ter você aqui .

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Janeiro

Viajar e conhecer lugares diferentes é de longe a coisa que mais amo fazer na vida. Pela rotina, por falta de tempo e de dinheiro e até mesmo de companhia, acabo fazendo isso bem menos do que gostaria. Mas a vida é muito curta, não quero ser aquela pessoa que só existiu e não viveu todos os seus sonhos… Então comecei esse ano fazendo uma promessa a mim mesma de tentar conhecer um lugar novo todo mês. Não fazer uma super viagem, óbvio, seria impossível… Mas ao menos procurar algum lugarzinho, nem que seja na minha própria cidade, que eu nunca tenha visitado antes.
Todo mês vou compartilhar aqui, nesse meu cantinho, esses lugares que eu consegui conhecer e contar um pouquinho de cada um, como forma de deixar registrada essa promessa que pretendo cumprir hahaha.

Em Janeiro fiquei entre Niterói e Rio de Janeiro, duas cidades que eu já tinha ido várias vezes, porém consegui conhecer alguns lugares incríveis! E aqui vai um muito obrigada a minha melhor amiga e seu noivo, que sem eles isso não seria possível ❤

Nossa primeira (e bem rápida) parada foi em lugar que eu já até conhecia, mas fui quando criança… Foi a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, localizada no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói, RJ.
Cruzando fogos com a Fortaleza de São João e com o Forte Tamandaré da Laje, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colônia e do Império. Encontra-se guarnecida até aos dias de hoje, atraindo uma média de 3.500 visitantes por mês, em visitas guiadas, de hora em hora, com a duração de cerca de 45 minutos. Atualmente é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.
Nós não entramos, só olhamos do lado de fora mesmo.

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A segunda parada foi no Mirante Dona Marta. Do alto de seus 360m, ele proporciona uma das vistas mais incríveis da cidade. De lá, é possível ver o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, o Maracanã, a Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Fica na ladeira dos Guararapes, no Cosme Velho, Rio de Janeiro – RJ e funciona todos os dias, das 8h às 17h (até as 18h no horário de verão).

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Outro lugar que conheci foi o Parque Lage. Originário de um antigo engenho de açúcar, o parque faz parte da memória histórica da cidade. Projetado em 1840 pelo paisagista inglês John Tyndale, o belíssimo jardim de estilo romântico europeu divide as atenções com a floresta nativa de Mata Atlântica. Destacam-se também as palmeiras imperiais, os lagos e ilhas artificiais, além das cavernas espalhadas pelo parque e os aquários incrustados nas paredes com diversos peixes. Na principal edificação do espaço, um casarão do séc. XIX, funciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), que oferece formação gratuita para artistas iniciantes, cursos de capacitação em arte para jovens, além de uma intensa programação de exposições, seminários, palestras e mostras de vídeos. Não conheci essa parte interna também, porque quando cheguei já estava fechada.

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Outro momento inesquecível foi o Encontro do Samba que aconteceu na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Esse encontro reuniu no mesmo palco mil ritmistas de 13 escolas de samba, a Orquestra Petrobras Sinfônica, os sambistas Martinho da Vila, Alcione e Diogo Nogueira, além da cantora Iza.

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E, por último e não menos importante, o Centro Cultural Parque das Ruínas. Ele foi a casa da grande mecenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palacete, que hoje é um dos mais belos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire e casa de trabalhos experimentais de artes plásticas.

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Essas duas últimas fotos peguei no site http://visit.rio/que_fazer/parque-das-ruinas. Durante todos esses dias eu estava sem celular, então o que consegui foi com o celular da amiga (por isso poucas fotos e sem muita qualidade, desculpa hahaha).

Eu mesma

Estranho parar para pensar que em mais de três anos só tive um caso de três meses. Um caso que nem rendeu texto algum, porque não significou tanto assim… Não me leve a mal, foi o melhor que consegui nesse tempo. Posso não ter me apaixonado ou amado, mas sorria ao ver que tinha uma mensagem no celular. Gostava da companhia, da conversa, do beijo. Sentia até umas pequenas borboletinhas dançando tranquilamente no meu estômago antes de vê-lo. E, de fato, foi bom enquanto durou. Não foi tempo ou sentimento suficiente para eu sentir qualquer coisa quando acabou, mas consigo me lembrar com carinho desses dias. Bom gosto musical, tinha como preferido o mesmo sorvete que eu e até o fiz assistir meu filme favorito (e assistiu inteiro, gostando!). Esses momentos foram únicos, foram de certa forma especiais. Mas não escrevo isso para me lembrar do que passou, e sim por que consigo me lembrar sem culpa. Sei que um relacionamento dificilmente acaba totalmente por culpa de uma pessoa só, mas também sei que fui muito imatura no meu primeiro relacionamento. Óbvio, era o primeiro sério, né… Como eu saberia lidar com todas as situações? Com certeza, hoje, não teria nenhuma das atitudes que tive na época. Provavelmente não estaríamos juntos de qualquer maneira, mas sei da quantidade de erros que cometi. E aí, no outro relacionamento, fui de um extremo ao outro. Por tanto medo de cometer os mesmos erros, fui outra pessoa. Uma pessoa que nem eu conseguia amar, quanto mais alguém que estivesse comigo… Eu certamente não estaria mais com esse também, mas ainda sim sei que cometi uma quantidade de equívocos ainda maior. Com esse outro, dos três meses, até pensei por uns momentos no que eu tinha feito de errado. Qual foi a burrada dessa vez? Que merda tão grande eu fiz que não consegui ficar com esse também? Mas a verdade é que a gente busca culpados em situações em que vilões não existem. Eu não cometi erro algum. Fui amiga. Fui amante. Fui compreensiva. Fui conselheira. Fui amável. Fui dura, quando necessário. Fui eu! E é isso que importa de verdade, no fim das contas… Pode não ter dado certo, ele pode não ter gostado de mim, pode ter sido por tantos motivos! Mas eu respiro tão aliviada por ter sido tão eu… Sem medo algum, sem crise, sem insegurança e sem tentar me limitar de alguma forma. Não quis mostrar nada, não precisei mudar nada, não tentei me adequar a nada, e isso foi a melhor coisa que fiz. Estou livre de culpa, de arrependimento e de qualquer sentimento do tipo… Acho que por isso foi tão leve, mesmo não dando certo. Consigo lembrar e sorrir e sentir orgulho de ter me tornado quem eu sempre quis ser, deixando pra trás todas essas merdas que eu pensava, antes, que deveria fazer e/ou falar para me adequar a essa sociedade. Eu não sou igual a ninguém que eu conheço, até por que ninguém é igual a ninguém. Mas sempre me senti mais fora do quadrado do que o normal e vivi a vida tentando me adequar ao que as pessoas consideram comum. Eu não sou comum. Nem diferente o suficiente para fazer parte de uma tribo dos diferentões ou algo assim. E eu finalmente entender que ser eu é a melhor coisa que eu já fiz por mim em toda minha vida, é libertador.

Eu poderia me apaixonar

Eu poderia me apaixonar por você.
Hoje, no meio de um abraço ou de um beijo. No meio de uma conversa sem muita lógica, que adoramos ter. No meio de uma discussão sobre os astros, sobre os signos ou sobre qualquer coisa aleatória que sempre gostamos de discordar.

Eu poderia me apaixonar pelo seu sorriso.
Aquele que você dá quando fica me encarando. Ou aquele que você dá pra disfarçar, quando está com muita vergonha. Tem também aquele meio de lado, que você dá quando não gosta muito de alguma coisa, mas não quer demonstrar. Ou o que você dá só com os olhos, assim mesmo, sem mexer os lábios, quando está fingindo que está bravo.

Eu poderia me apaixonar pela sua voz.
Tão doce, tão meiga. Tão firme quando precisa ser. Quando sussurra algo no meu ouvido. Quando conta sobre o seu dia. Quando desabafa. Quando me aconselha. Até quando é duro, mas me faz acordar pra vida; me faz ver que o mundo não é cor de rosa, mas tudo bem. Quando tudo parece perdido e você sabe exatamente o que dizer: a coisa certa, na hora certa, do jeito certo.

Eu poderia me apaixonar pelo seu olhar.
O olhar tímido. O olhar enrugadinho, quando você ri. O olhar pensativo. O olhar que tem quando fica prestando atenção em tudo que digo – às vezes por horas, sem parar. O olhar de felicidade quando me vê ou o olhar de saudade quando vou embora. Cada olhar.

Eu poderia me apaixonar pelo seu cheiro. Pelo seu toque. Pelas suas mãos quando entrelaçam as minhas. Pelo seu cheiro. Pelo seu rosto. Pelo seu corpo. Pelo seu jeito.

Eu poderia me apaixonar por cada detalhe seu, por cada coisinha boba que eu reparo em você e até por aquelas que não consegui notar ainda. Eu poderia me apaixonar todos os dias, de todas as formas possíveis, até o fim da vida. Eu poderia, futuro do pretérito.
Poderia, se não fossem todas essas desculpas. Se não fossem todas essas barreiras que insistimos em criar. Se não fosse esse medo bobo de nos permitir.

Eu poderia me apaixonar por você, se a gente deixasse as complicações de lado para sermos só nós dois. Se a gente deixasse o que foge do nosso controle pra lá, deixasse o nosso sentimento predominar e deixasse os receios enterrados, eu certamente me apaixonaria por você.

Não se cobre demais

Não se cobre demais. Não queira passar dos seus limites. Você e somente você sabe o tanto que consegue suportar. Não importa que seu vizinho tem a mesma idade que você e já tem sua casa própria e um carro incrível; não importa que seu primo já é casado, tem filhos e uma condição ótima de vida; não importa que seu amigo se formou na faculdade antes de você, com o emprego dos sonhos nas mãos; não importa o que as pessoas que conhece já conquistaram e você não, porque essas são exceções, não a regra. É assustador ver que aquela pessoa, mais nova do que você, já conhece 10 países diferentes, é casada, trabalha e aparenta ter uma vida maravilhosa, eu sei; mas não foque nisso. Não passe por cima da sua saúde física e mental para tentar se igualar a alguém que não passou pelas mesmas coisas que você. O esforço deve sim vir sempre, a luta não pode parar, mas isso só não pode ser maior do que sua vida. O mundo é cruel, as pessoas te cobram o tempo todo, é difícil lidar com certas situações às vezes, mas sabe uma coisa que aprendi? Elas não são você. Então, com o perdão da palavra, foda-se. A melhor coisa que fiz na minha vida foi ligar esse lindo botão.
– Você ainda não terminou a faculdade?
– Foda-se.
– 
Você ainda não arrumou um namorado?
– Foda-se.
– Você ainda não tirou carteira?
– Foda-se.
– Ainda não arrumou um emprego decente?
– Foda-se.
Acredite, é libertador. Não estou dizendo que deve responder assim a todos que vierem questionar algo, mas faça isso pelo menos mentalmente, sorria e siga…
Temos a péssima mania de nos importar com a opinião dos outros, mas esquecemos que cada um tem sua própria vida, suas próprias limitações, seus próprios problemas… Não se compare com ninguém! Não se importe com o que tão dizendo! Não deixe ninguém te colocar pra baixo! Você pode ter tudo que quer, mas ao seu tempo, do seu jeito, não como querem que seja. Faça o que tem vontade, aja de acordo com o que acredita e vá ser feliz! 

Outra vez

Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci

O maior. O inexplicável. Aquele que eu só sorrio quando perguntam, porque não tem nenhuma palavra para descrever. O mais duradouro. O do começo da adolescência. O da vida adulta. O do abraço mais forte, mais doce. O do abraço-casa, que consegue resolver qualquer problema, mesmo que por alguns segundos somente. O abraço que parava o tempo, que deixa o cheiro e o amor. O que fica na memória. Não dá pra sair.

Você foi dos amores que eu tive o mais complicado e o mais simples pra mim

O mais difícil. O mais instável. O mais ciumento. O com mais manias. O mais louco. O mais complexo. O mais cheio de detalhes. O mais estranho. E o mais simples. O mais fácil. O que eu não precisava ter cautela, era só ser eu mesma. O que não me fazia pensar antes de falar. O que não julgava por nada. O que encarava tudo de forma leve. O que mais me entendia.

Você foi o melhor dos meus erros, a mais estranha história que alguém já escreveu

Eu sabia que seria um erro. Sabia que provavelmente não ia dar certo também. Sabia que era um caminho tortuoso e sem volta. Era um erro, mas de todos, foi o melhor. Um erro do qual não me arrependo, do qual sorrio ao lembrar. Uma história tão complexa que quando temos tentar explicar, só rimos. Não tem explicação ou o menor sentido, foge a lógica de todas coisas. Estranha. Mas bem real.

E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez

Tem dias que a saudade bate. O coração aperta um pouquinho. Relembro os bons momentos. Os nem tão bons também. Penso na gente e no que fomos. No que poderíamos ter sido também. Tem dia que dói de levinho, tem dia que só me considero sortuda por ter vivido uma história assim.

Você foi a mentira sincera, brincadeira mais séria que me aconteceu

Tudo começou com uma brincadeira. Com uma mentirinha também. Tudo recomeçou meio louco. Talvez mentindo pra nós mesmos, não um pro outro. Mas foi sincero. Foi sério.

Você foi o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu

Mais de uma década. Meu melhor amigo. Não preciso dizer mais nada.

Das lembranças que eu trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter… Só assim sinto você bem perto de mim, outra vez

Gosto de colocar pedras nas coisas. Virar a página e queimar a anterior. Sempre seguir, sem olhar pra trás. Sentir saudade dói. Mas não de você. Gosto de lembrar, de pensar. Gosto de ouvir sua voz, sentir seu cheiro e suspirar com seu toque, mesmo em pensamentos. Assim você não vai embora. Assim, meu melhor amigo fica sempre aqui.

Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes
Eu tenha vontade sem nada a perder

Esqueci de fazer você ir embora. Esqueci de tentar te apagar de mim. Resolvi te querer sem ter nenhum motivo pra isso. Resolvi gostar de você por simplesmente gostar. Decidi pensar em você ao acordar. Decidi pensar em você um pouquinho antes de dormir também. Não tenho nada a ganhar. Nem a perder.

Ah… você foi toda a felicidade, você foi a maldade que só me fez bem

Você me faz chorar. Mas pra cada lágrima, três sorrisos. Você me faz sofrer, mas pra cada dor, tantos abraços, beijos e consolos. Você é maldade, mas me faz bem. É felicidade também.

Você foi o melhor dos meus planos e o maior dos enganos que eu pude fazer

A gente poderia casar, morar numa casinha de varanda e ter três filhos. Ou morar num apartamento e ter um cachorro. Poderíamos morar cada mês em um estado. Mudar de país. Ou ficar na mesma cidade. Meus planos poderiam se adaptar, até por que nenhum dos meus sonhos envolve nada disso. Mas envolvia você. Nós. Poderíamos ter tido isso. Ou não. Uma esperança, um erro, um engano. Um amor.

Das lembranças que trago na vida, você é a saudade que eu gosto de ter… Só assim sinto você bem perto de mim, outra vez

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Te procuro em outros rostos, tento me enganar, nunca é igual… Brigo sempre comigo mesmo por não conseguir te tirar de mim; acostumei a te esquecer, mas tudo volta quando te vejo. Sabe, desde quando foi embora do meu pensamento você nunca saiu… Não superei, mas tive que aceitar; acho que meu ponto fraco sempre vai ser você… você… você. ♪

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